Produção recorde e guerra no Oriente Médio criam efeito dominó no preço dos combustíveis
Petrobras — A estatal fechou o 1º trimestre de 2026 com lucro de R$ 32,7 bi, 7,3% abaixo de 2025, mas confirmou a distribuição antecipada de R$ 9,03 bi em dividendos, um alívio imediato para quem vive de proventos e um sinal de caixa sólido que pode refletir na estratégia de preços da gasolina nos próximos meses.
- Em resumo: acionista ganha R$ 0,70 por ação, enquanto a produção de óleo e gás bate novo recorde.
Lucro encolhe, mas o caixa continua forte
A geração operacional somou R$ 44 bi, recuo anual de 10,9%. Ainda assim, a dívida líquida permaneceu controlada em US$ 62,1 bi, mantendo a relação dívida/EBITDA em 1,43 vez — bem abaixo do teto de 2,0 vezes recomendado por analistas. Segundo levantamento do G1 Economia, companhias com alavancagem inferior a duas vezes costumam sustentar políticas generosas de dividendos mesmo em ciclos de baixa.
“O resultado foi consistente, respaldado pela eficiência de ativos e pela disparada do petróleo”, destacou Fernando Melgarejo, CFO da companhia, em carta aos investidores.
O que muda para o consumidor na bomba e no mercado
A escalada do Brent para picos de US$ 120 após o conflito entre EUA e Irã ainda não chegou integralmente às refinarias brasileiras. Isso porque o preço das cargas vendidas à Ásia — principal destino do petróleo nacional — é calculado com defasagem de até um mês. Esse “delay” sugere que o custo do combustível pode avançar no 2º trimestre, pressionando transporte e, por tabela, a inflação de alimentos frescos nos supermercados.
Para driblar futuros repasses, especialistas recomendam antecipar a compra de itens não perecíveis e monitorar promoções semanais; cada reajuste de 1% na gasolina adiciona cerca de 0,04 ponto percentual ao IPCA, segundo o IBGE.
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Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras