Entenda por que o reajuste do mínimo pode tirar o seu nome da lista de pagamentos
PIS/PASEP – A nova projeção do Ministério do Trabalho aponta que, se nada for feito, mais de 4 milhões de empregados formais perderão o abono salarial até 2030. O motivo? O salário mínimo, hoje em R$ 1.412, sobe ano após ano, mas o critério de renda do programa segue limitado a dois mínimos.
- Em resumo: quem ganhar acima de R$ 2.824 em 2026 já corre risco de exclusão.
Como o teto travado virou armadilha financeira
Desde 2012, o abono considera o equivalente a dois salários mínimos como corte de elegibilidade. Só que, nos últimos dez anos, o piso nacional acumulou alta real, enquanto o índice de preços subiu num ritmo menor. Segundo dados do IBGE, a inflação oficial (IPCA) fechou 2023 em 4,62%, bem abaixo do reajuste aplicado ao mínimo no mesmo período. Resultado: trabalhadores que recebem dissídio anual acabam ultrapassando o limite sem necessariamente melhorar o poder de compra.
“Se o limite continuar congelado, 4,2 milhões já estarão fora do PIS/PASEP em 2030”, alerta estudo técnico anexado ao projeto de lei em discussão no Congresso.
O que o governo estuda para salvar o abono – e o seu bolso
Para frear a exclusão em massa, Brasília analisa duas saídas. A primeira eleva o teto para 2,5 salários mínimos, preservando a maioria dos atuais beneficiários. A segunda transforma o PIS/PASEP num auxílio restrito a famílias do CadÚnico, deslocando o foco de “trabalhador” para “baixa renda”. Nenhuma das propostas, porém, avançou até esta segunda quinzena de maio.
Enquanto isso, especialistas recomendam monitorar o holerite. Quem recebe hoje entre R$ 2.800 e R$ 3.000 pode ser o primeiro a cruzar a linha vermelha já no próximo reajuste do mínimo, previsto para 2027. A conferência é simples: abra o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, vá em “Abono Salarial” e verifique se o valor bruto do seu salário permanece abaixo do dobro do piso em vigor.
O que você acha? O teto deve subir para proteger quem trabalha ou o benefício deve focar apenas nos mais vulneráveis? Para acompanhar todas as mudanças no seu orçamento, acesse nossa editoria especializada.
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