Quem deixar para a última hora pode ficar sem crédito e pagar caro
Receita Federal alerta que, faltando poucos dias para o fim do prazo, quase um terço dos contribuintes ainda não enviou o IRPF 2026, o que pode pesar no bolso com multas e travar o CPF em pleno auge da busca por crédito.
- Em resumo: entrega fora do prazo gera multa mínima de R$ 165,74 e pode chegar a 20% do imposto devido.
Dias contados e bolso em risco
O relógio corre até 23h59 (Brasília) da próxima sexta-feira (29). Segundo a própria Receita, das 44 milhões de declarações esperadas, mais de 13 milhões ainda estão pendentes. Para quem já sente o efeito da inflação – que fechou 12 meses em 3,7%, de acordo com dados recentes do IBGE – qualquer gasto extra pode desestabilizar o orçamento familiar.
Deixar de declarar pode bloquear financiamento imobiliário, suspender cartões de crédito e inviabilizar a contratação de serviços básicos em bancos.
Quem precisa acertar as contas agora
É obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025, possui bens que somam mais de R$ 800 mil ou realizou qualquer operação na Bolsa, entre outras situações. Especialistas lembram que vender um carro ou imóvel já pode enquadrar o contribuinte, mesmo que a renda mensal seja baixa.
Para acelerar o preenchimento, vale usar a declaração pré-preenchida no portal Gov.br. O recurso cruza automaticamente dados de empresas e bancos, reduzindo o risco de cair na malha fina e garantindo lugar mais cedo nos lotes de restituição – que já devolveram R$ 17,8 bilhões a 9,6 milhões de pessoas em 2026.
Organização evita dor de cabeça futura
Separe agora informes de rendimentos, recibos médicos e comprovantes de educação. Guardar cada documento por cinco anos é obrigatório. Quem se apressa ainda ganha: declarações enviadas sem erro priorizam a restituição e podem aliviar o impacto das despesas de meio de ano, como material escolar ou IPTU.
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Crédito da imagem: Divulgação / Seu Crédito Digital