Investimento mira biometano barato para indústrias de Uberaba e Uberlândia
Governo de Minas Gerais anunciou, recentemente, um pacote de medidas que coloca o setor de cana-de-açúcar no centro da transição energética do estado — e do bolso de quem depende de fertilizantes e combustíveis mais em conta.
- Em resumo: R$ 50 milhões vão bancar um gasoduto exclusivo para biometano gerado pelas usinas.
Crédito de ICMS libera caixa para novas usinas
A primeira frente do pacote permite que as usinas usem o crédito acumulado de ICMS como moeda para novos projetos. Na prática, o dinheiro que ficaria parado no caixa vira combustível para ampliar plantas de etanol tanto de cana quanto de milho, segundo o executivo estadual. Dados recentes do setor sucroenergético, compilados pelo G1 Economia, mostram que o etanol já responde por mais de 40 % do consumo de combustíveis leves em Minas, tendência que deve crescer.
O gasoduto fechado vai ligar as usinas produtoras de cana a Uberaba e Uberlândia, reduzindo a dependência de gás natural importado e cortando custos de fertilizante, afirmou o governador durante o anúncio.
Por que o biometano mexe no preço final?
Produzido a partir dos resíduos da cana, o biometano tem poder calorífico equivalente ao gás natural fóssil, porém com menor pegada de carbono. Ao abastecer a indústria de fertilizantes de Uberaba, o insumo tende a baratear a produção local, aliviando a pressão sobre o agronegócio mineiro — um dos que mais sente o peso dos adubos na planilha de custos. O efeito cascata pode chegar às prateleiras do consumidor por meio de alimentos mais competitivos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Canal Rural