Alta do Brent sinaliza juros mais altos por mais tempo, alertam analistas
PicPay – A disparada do barril Brent para além de US$ 105 e as tensões no Oriente Médio viraram um freio de mão para quem esperava cortes mais agressivos na Selic ainda neste ano, segundo análise da economista-chefe Ariane Benedito, divulgada recentemente.
- Em resumo: choque do petróleo pressiona inflação global, faz dólar voltar a R$ 5,00 e levanta a curva de juros no Brasil.
Petróleo caro, dólar forte e Ibovespa em queda
Com a energia mais cara, as bolsas de Nova York recuaram e o apetite ao risco diminuiu no mundo. No Brasil, o Ibovespa perdeu 0,78%, estacionando em 191 mil pontos. Já o dólar, que havia cedido abaixo de R$ 4,95, voltou a tocar R$ 5,00, enquanto os contratos de juros futuros subiram após um leilão expressivo do Tesouro Nacional e piora nas projeções do Boletim Focus.
“Brent acima de US$ 105 cria um cenário de inflação de custos persistente e reduz a margem do Banco Central para cortar a Selic”, sintetiza Ariane Benedito no podcast Diário Econômico.
O que muda no seu bolso: cartão, financiamento e mercado
Selic mais alta por mais tempo significa crédito mais caro. Taxas de cartão rotativo, cheque especial e financiamentos tendem a acompanhar a curva de juros. Para quem planeja trocar de carro ou renegociar dívidas, cada 0,25 ponto percentual a menos de corte representa dezenas de reais a mais na parcela mensal.
Além disso, combustíveis mais caros encarecem fretes e podem bater no preço de alimentos e produtos de limpeza nas próximas semanas, ampliando o efeito-cascata no ticket do supermercado. Foi assim na crise de 2022, quando o óleo Brent superou US$ 120 e o IPCA acumulado ultrapassou 10% em 12 meses.
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Crédito da imagem: Divulgação / Canal Rural