Leguminosa promete solo mais fértil e economia direta ao produtor
Embrapa – A estatal de pesquisa aposta no gênero Sesbania para recuperar áreas encharcadas e diminuir a necessidade de adubo nitrogenado em lavouras de arroz irrigado e feijão, uma estratégia que pode aliviar custos em plena alta dos insumos.
- Em resumo: rotação com Sesbania adiciona até 60 t/ha de biomassa e corta parte do gasto com fertilizantes importados.
Biomassa que vale dinheiro no bolso do agricultor
Segundo técnicos da instituição, a leguminosa entra na lavoura entre outubro e novembro, produz cerca de 60 toneladas de massa verde por hectare e é incorporada ao solo após 110 dias, liberando nitrogênio que seria comprado a preços internacionais. Em 2023, o Brasil gastou mais de US$ 18 bilhões na importação de fertilizantes, de acordo com dados do IBGE, reforçando a urgência de alternativas locais.
“Visualmente, a lavoura de arroz fica mais vigorosa após o plantio de Sesbania”, observa Leandro Pimenta, técnico da Embrapa Arroz e Feijão.
Além da adubação: recuperação de solos após enchentes e mineração
A rapidez de crescimento da Sesbania também ajuda a remediar solos afetados por enchentes, como as que devastaram o arroz no Rio Grande do Sul em 2024, e a estabilizar áreas contaminadas por metais pesados, caso da Bacia do Rio Doce. A planta atua como fitoestabilizadora, reduzindo a mobilidade de elementos tóxicos e evitando que cheguem a cursos d’água.
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Crédito da imagem: Divulgação / Leandro Pimenta