Recuo do litro dá fôlego ao transporte, mas cenário segue instável
diesel S-10 – Depois de encarecer 22,1% desde o fim de fevereiro, o combustível líder do transporte rodoviário passou de R$ 7,62 na última semana de março para R$ 7,55 na segunda semana de abril, segundo o Monitor de Preços da Veloe em parceria com a Fipe.
- Em resumo: a alta perdeu força, mas Bahia, Paraná e Maranhão ainda acumulam mais de 25% de aumento no período.
Por que os preços perderam altitude?
O recuo coincide com a leve trégua no conflito no Oriente Médio, que vinha pressionando o barril de petróleo. A desaceleração também respinga em outros combustíveis: a gasolina comum subiu 7,5% e se manteve em R$ 6,86, enquanto o etanol avançou 1,9% e ficou em R$ 4,79. Especialistas ouvidos pelo G1 Economia lembram que variações cambiais e o custo da importação ainda podem reverter o quadro.
“A dúvida agora é se os sinais de trégua – nos preços e no conflito – vão se consolidar ou se novos aumentos estão no horizonte das próximas semanas”, pontua a Veloe em nota.
Impacto direto no frete, no supermercado e no seu bolso
O alívio, mesmo pequeno, é relevante: o diesel responde por até 35% do custo do frete. Segundo o IBGE, o modal rodoviário movimenta cerca de 65% das cargas do país, o que significa que cada centavo no litro chega às gôndolas em forma de inflação de alimentos e bens de consumo.
Mesmo com a acomodação, estados como Acre (R$ 8,68) e Bahia (R$ 8,15) seguem no topo do ranking nacional. Já Espírito Santo e Rio Grande do Sul exibem os menores preços, na casa de R$ 7,23. Para o consumidor final, a recomendação é monitorar postos locais e, quando possível, programar abastecimentos antes de eventuais repiques internacionais.
O que você acha? A queda vai durar ou é só um respiro antes de novas altas? Para acompanhar outras variações de preço que afetam o dia a dia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS