Mudança de estratégia mira baixar alavancagem e atrair parceiros
Brava Energia – A petroleira independente iniciou, recentemente, um processo de venda de participações em campos terrestres e marítimos com a assessoria do Bradesco, movimento visto como passo decisivo para ganhar fôlego financeiro e acelerar novos poços.
- Em resumo: ativos onshore na bacia Potiguar e stakes offshore em Atlanta e Papa Terra já estão em data rooms para potenciais compradores.
Campos onshore e offshore atraem atenção de players globais
Segundo fontes do mercado, as ofertas incluem áreas que produziram 74.247 barris diários em março. O pacote chega num momento em que o preço do Brent se mantém acima de US$ 80, favorecendo acordos de exploração, aponta análise da Exame.
A companhia pretende perfurar quatro poços em Atlanta e Papa Terra ainda este ano para elevar a produção, mesmo enquanto avalia desinvestimentos.
Impacto direto: menos dívida, mais caixa para expansão
Ao reduzir alavancagem – as ações acumulam retorno de 26%, bem abaixo dos 57% da Prio e 55% da Petrobras – a Brava tenta reposicionar o portfólio desde a chegada do CEO Richard Kovacs, em janeiro. A meta declarada é usar os recursos para otimizar sinergias e retomar 100% da operação na bacia Potiguar, suspensa em outubro pela Agência Nacional de Petróleo para auditoria.
Especialistas lembram que movimentos semelhantes renderam à companhia US$ 600 milhões em 2024, quando vendeu 50% do midstream de gás natural a uma concorrente. Caso a nova rodada seja bem-sucedida, a empresa formada pela fusão de US$ 1,2 bilhão entre 3R e Enauta pode fortalecer o caixa em tempo recorde, apoiar fornecedores locais e, indiretamente, preservar empregos nas bases de operação do Nordeste e do Sudeste.
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Crédito da imagem: Divulgação / Brava Energia