Inflação bate à porta, mas safra baiana segue robusta e decisiva
Cafeicultura baiana – Mesmo após um salto de mais de 40% no preço do café moído na Região Metropolitana de Salvador em 2024, o estado projeta colher 227,9 mil toneladas em 2026, cifra que reforça sua posição no agronegócio nacional.
- Em resumo: Bahia deve responder por 5,9% da produção brasileira, apesar de queda anual de 12,9%.
Bahia segura 5,9% do mercado brasileiro
De acordo com dados do IBGE, o volume previsto coloca o estado atrás apenas de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. A predominância continua sendo do café canephora, que já representa 58,4% da colheita baiana, com Itamaraju, Prado e Porto Seguro à frente do ranking municipal.
Em 2024, o café gerou R$ 4,023 bilhões na economia baiana, quarto maior valor entre 64 produtos agrícolas avaliados, e um salto de 47,7% em apenas um ano.
Como o preço na xícara pressiona o orçamento
O consumidor sente o efeito no bolso: o IPCA apontou alta de 42,68% no café moído em 2024, seguida por novo avanço de 42,91% em 2025. A leve retração de 1,03% no primeiro trimestre de 2026 ainda está longe de compensar a escalada anterior. Para driblar o peso na despesa doméstica, especialistas aconselham:
• Comprar em cooperativas ou clubes de assinatura, que costumam negociar volumes maiores diretamente com torrefações.
• Aproveitar lotes de café canephora (conilon), cuja oferta mais ampla na Bahia tende a reduzir o preço médio sem grande perda de sabor quando bem torrado.
No cenário global, analistas observam que o clima na América do Sul continua decisivo para as cotações futuras, mantendo a volatilidade do grão em patamares elevados.
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