Entenda por que nem todo segurado terá direito aos dois depósitos extras
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) — O órgão confirmou que, em 2026, o 13º salário continuará sendo pago de forma antecipada, entre maio e junho. Porém, beneficiários de programas assistenciais, como o BPC, ficarão sem o abono, o que exige atenção redobrada no planejamento financeiro, sobretudo para famílias de baixa renda.
- Em resumo: Aposentados e pensionistas recebem; titulares de benefícios assistenciais não.
Quem recebe e quem fica de fora do 13º?
De acordo com a Portaria que regulamenta o calendário, o 13º será liberado apenas a quem tem benefício previdenciário: aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente e salário-maternidade. Já quem depende do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) ou de programas recém-criados, como o Auxílio-Inclusão, não terá direito aos dois depósitos extras. A exclusão segue o entendimento legal de que o BPC é uma política de assistência e não de previdência, portanto sem gratificação natalina.
“Os R$ 23,6 bilhões reservados para o 13º de 2026 contemplam somente benefícios contributivos; programas assistenciais não entram na conta”, reforça nota técnica do Ministério da Previdência.
Impacto no orçamento e dicas para quem não terá o abono
Com a inflação de alimentos acumulando 3,5 % nos últimos 12 meses, segundo o IBGE, a ausência dos dois depósitos extras pode apertar ainda mais o caixa de quem vive exclusivamente do BPC. Especialistas em finanças pessoais recomendam revisar despesas fixas, aproveitar descontos para idosos em farmácias e utilizar aplicativos de comparação de preços de supermercados para compensar a falta do abono.
O que você acha? A exclusão do 13º para quem recebe benefícios assistenciais é justa ou deveria ser revista? Para acompanhar mais pautas sobre renda e consumo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Seu Crédito Digital