Trégua no Oriente Médio destrava rota que escoa 20% do petróleo mundial
Irã – Sob o cessar-fogo vigente entre Israel e Líbano, Teerã liberou a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, corredor responsável por um quinto do petróleo consumido no planeta. A decisão promete mexer no preço da gasolina e do diesel que chegam ao posto brasileiro.
- Em resumo: tráfego 100% retomado no estreito que liga o Golfo Pérsico ao mercado global.
Por que o fluxo no Estreito mexe no seu bolso?
Cerca de 17 milhões de barris de petróleo atravessam Ormuz diariamente, de acordo com dados da G1 Economia. Quando a rota fecha ou sofre restrições, o barril do tipo Brent costuma subir, encarecendo combustíveis, fretes e alimentos. Com a reabertura, analistas já projetam alívio de curto prazo para a inflação de energia.
“Em conformidade com o cessar-fogo alcançado no Líbano, a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz está completamente aberta durante o restante da trégua”, declarou o chanceler iraniano Abbas Araghchi na rede X.
Efeito cascata: do posto aos preços do supermercado
Se o Brent recuar, distribuidoras tendem a pagar menos na importação de diesel e gasolina. Segundo a Petrobras, cada 1% de queda no barril pode significar até R$ 0,02 a menos por litro nas refinarias, valor que costuma chegar às bombas em poucas semanas. Menor custo de transporte também reflete em alimentos in natura e produtos industrializados nas gôndolas, amenizando a pressão sobre o IPCA.
O que você acha? A trégua será suficiente para segurar o preço do combustível ou é só alívio temporário? Para mais análises sobre consumo e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Canal Rural