Sobretaxa pode começar em poucos dias se o limite for estourado
China confirmou que as compras de carne bovina brasileira bateram 50% da cota anual de 2026, alcançando cerca de 553 mil toneladas — sinal de alerta que pode mexer no preço da proteína também por aqui.
- Em resumo: se a cota chegar a 100%, entra em cena uma sobretaxa de 55% sobre o produto brasileiro.
Metade da cota em tempo recorde acende sinal vermelho
O comunicado nº 32/2026 do Ministério do Comércio chinês detalha que a alíquota extra será ativada três dias após o esgotamento do limite. Para o consumidor, isso significa que o custo adicional tende a ser repassado para toda a cadeia, encarecendo o churrasco do final de semana. Segundo dados de comércio exterior compilados pelo G1 Economia, a China responde hoje por mais de 40% das exportações de carne bovina do Brasil.
“Já operávamos em sinal de alerta, pois o teto deve ser alcançado ainda no primeiro semestre”, afirmou Roberto Perosa, presidente da Abiec.
Como isso pode bater no seu bolso nos próximos meses
Com o teto 35% menor que as 1,7 milhão de toneladas embarcadas em 2025, cada contêiner extra ficará onerado em 55% de sobretaxa, além de 12% de imposto de importação e 9% de IVA chinês. Esse novo patamar tributário reduz a competitividade, pressiona margens dos frigoríficos e pode levar parte do volume a ser redirecionado ao mercado interno, pressionando preços locais.
Analistas lembram que, quando a demanda chinesa arrefece, a oferta excedente costuma derrubar temporariamente o preço pago ao produtor, mas nem sempre a queda chega na mesma velocidade ao consumidor. A recomendação é acompanhar as promoções de cortes congelados e aproveitar ofertas antes de eventuais ajustes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Canal Rural