Erro na biometria trava benefício e ameaça renda de famílias vulneráveis
INSS – O pente-fino digital do instituto encerrou recentemente cerca de 15 mil pedidos do Benefício de Prestação Continuada (BPC), sendo 9,7 mil indeferidos só pela falta de reconhecimento facial, risco direto para quem depende de um salário mínimo mensal.
- Em resumo: biometria não validada em até 35 dias provoca arquivamento automático por “desistência presumida”.
Por que a foto do rosto virou critério decisivo
Desde 2023, a identificação facial passou a ser cruzada com bases do TSE e Detrans. Segundo o próprio instituto, mais de 5 mil processos receberam exigência errada – como biometria do procurador, não do representante legal –, falha já reconhecida pelo órgão. Dados da G1 Economia mostram que o volume de análises automáticas cresceu 42% este ano.
Sem a regularização online, o sistema “entende” que o requerente desistiu do benefício – mesmo que ele nem tenha recebido o aviso no aplicativo Meu INSS.
Passo a passo para não ter o BPC suspenso
Especialistas recomendam revisar documentos antes mesmo de pedir o auxílio. Divergência em nome, CPF desatualizado ou endereço errado no CadÚnico bloqueiam a validação digital. Além disso, movimentações bancárias incompatíveis – como altos volumes via Pix – podem disparar revisões automáticas, ainda que o foco principal seja renda familiar.
Vale lembrar que o salário mínimo será reajustado em janeiro; qualquer aumento de renda per capita acima de ¼ do piso nacional faz o BPC entrar na mira de conferências periódicas. Manter comprovantes e recibos à mão simplifica a defesa administrativa caso o benefício seja cortado.
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Crédito da imagem: Divulgação / INSS