Produtores temem freio nos investimentos se normas não saírem
Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos (Abinbio) — A entidade alertou recentemente que a indefinição regulatória pode travar aportes e encarecer a produção agrícola, com reflexo direto nos preços dos alimentos.
- Em resumo: mercado cresceu 15% em 2025, mas pede regra clara para não perder fôlego.
Crescimento recorde expõe vazio jurídico
Com faturamento de R$ 6,2 bilhões em 2025, segundo a CropLife Brasil, o segmento caminha mais rápido que a legislação. Dados do IBGE mostram que insumos respondem por até 30% do custo de lavouras como soja e milho, o que eleva a urgência por previsibilidade.
“Existe urgência real, especialmente por parte da indústria, que aguarda a finalização da regulamentação para ter segurança jurídica”, disse Rodrigo Souza, assessor jurídico da Abinbio, durante o BioSummit 2026.
Por que a regulamentação pode chegar à sua mesa
Sem regras claras, novas soluções biológicas podem demorar a ser liberadas, mantendo o produtor preso a defensivos tradicionais mais caros. Na prática, o atraso impacta todo o ciclo: custos maiores no campo, margens apertadas nos supermercados e, no fim, peso extra no carrinho de compras.
Especialistas lembram que bioinsumos reduzem a dependência de fertilizantes importados — um dos vilões da inflação de alimentos em 2022 — e colaboram para lavouras mais resilientes. Caso a lei avance, a expectativa é de economia de até 7% nos custos agrícolas já na próxima safra, além de estímulo a pesquisas nacionais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Canal Rural