Escalada de custos ameaça férias de verão no mundo todo
KLM – A companhia holandesa confirmou, na última quinta-feira (16), o cancelamento de 80 voos de ida e volta em Amsterdã para segurar a disparada do querosene de aviação, que já provoca cortes generalizados de rotas e pode encarecer as passagens nas próximas semanas.
- Em resumo: 19 das 20 maiores aéreas reduziram malha e a projeção global de capacidade para maio caiu 3 p.p.
Cortes atingem 19 das 20 maiores companhias
Levantamento da consultoria Cirium mostra que praticamente todo o setor entrou em modo de sobrevivência. United, Lufthansa, Cathay Pacific e Delta revisam horários, enquanto a Air Canada encerrou voos entre Montreal, Toronto e o JFK. Já há alerta de que a Europa pode ter “seis semanas” de estoque de combustível, segundo a Agência Internacional de Energia. Em paralelo, dados do G1 Economia indicam que o barril do Brent subiu mais de 15% desde o início do ano.
“Parece extremamente provável que venham novas reduções pela frente”, avaliou Richard Evans, consultor sênior da Cirium.
O que muda para quem planeja viajar
Além do risco de voos cancelados em cima da hora, o repasse do custo extra já aparece em cobranças de até US$ 400 por bilhete de longa distância, como fez a Cathay Pacific. Especialistas recomendam emitir passagens flexíveis e checar políticas de reembolso antes de fechar pacotes. Caso o aperto no Estreito de Ormuz volte a pressionar o petróleo, analistas não descartam recuo de 3% na oferta global de assentos, o primeiro desde 2020.
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Crédito da imagem: Divulgação / InvestNews