Descontos de até 30% criam janela de compra rara para renda passiva
Fundos Imobiliários (FIIs) – A recente turbulência no Oriente Médio derrubou o Ifix em 1,1% em março, mas também barateou cotas em até 30% abaixo do patrimônio. Para quem busca renda mensal, isso significa travar dividendos mais altos e ainda apostar na alta futura quando os juros caírem.
- Em resumo: dividend yield segue entre 12% e 17% ao ano nos FIIs de CRI, enquanto fundos de “tijolo” pagam perto de 10%.
Por que a guerra virou oportunidade (e não ameaça)
Com as cotas mais baratas, o mesmo real investido compra um fluxo maior de proventos. Esse efeito fica ainda mais interessante diante da expectativa de cortes na Selic já sinalizada no relatório Focus e decisões recentes do Copom, que projetam a taxa básica em 12,50% até o fim de 2026.
“A cada 1 ponto percentual de queda na Selic, o preço das cotas tende a subir 4%”, calcula Rodrigo Possenti, da Fator Administração de Recursos.
Impacto direto no bolso do investidor de renda
Na prática, quem compra uma cota hoje a R$ 90, que antes pagava 1% ao mês sobre R$ 100, passa a receber 1,1% na mesma moeda. Mantido o cenário de juros descendentes, há ainda espaço para ganhos de capital quando o prêmio sobre o Tesouro IPCA+ encolher.
Além disso, a remuneração indexada ao IPCA protege contra a inflação gerada por petróleo e energia, tópico que ganhou força nas últimas semanas. Historicamente, FIIs de CRI repassam essa alta quase integralmente ao investidor, reforçando a atratividade em tempos de preços pressionados.
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Crédito da imagem: Divulgação / InvestNews