Fragmentação do cartel abre guerra de preços e pode chegar ao seu bolso
Opep – A decisão dos Emirados Árabes Unidos de abandonar o grupo, somada ao bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, redesenhou recentemente o tabuleiro do petróleo e colocou em xeque a estabilidade dos valores que impactam gasolina, diesel e até a conta de luz no Brasil.
- Em resumo: O barril superou US$ 111 e analistas temem novos picos sem o “amortecedor” dos Emirados.
Por que a bomba pode ficar mais cara de novo?
Com a oferta do Golfo Pérsico travada e a demanda global ainda resistente, refinarias da Europa e da Ásia disputam cargas mais distantes, elevando frete e prêmio de risco. Nos Estados Unidos, a produção recorde de xisto vira trunfo político: Washington pressiona Teerã, mas, ao mesmo tempo, oferece petróleo próprio a quem puder pagar.
“Isso é cada um por si”, resume Gregory Brew, da Eurasia Group, ao alertar que a Opep perdeu um dos poucos colchões contra choques repentinos.
Efeito dominó: do Oriente Médio ao posto da esquina
Especialistas lembram que cada dólar a mais no barril costuma acrescentar até R$ 0,06 no preço da gasolina no Brasil, conforme cálculos de distribuidoras. Se novas altas repetirem o cenário pós-invasão da Ucrânia em 2022, o consumidor pode sentir no bolso já no próximo ciclo de reajuste da Petrobras.
Enquanto isso, países fora da Opep – Guiana, Brasil e Canadá – aceleram projetos para ganhar espaço deixado pelo cartel. Embora ajude na oferta ao longo de 2024, esta expansão não é imediata e carrega custos ambientais que reacendem o debate sobre a transição energética.
O que você acha? A ruptura da Opep deve acelerar a busca por combustíveis alternativos ou o mercado logo se reequilibra? Para mais análises sobre consumo e energia, visite nossa editoria de Supermercado e Consumo.
Crédito da imagem: Divulgação / InvestNews