Máquinas turbinadas prometem laudos mais precisos e filas menores nos laboratórios
Dasa – maior rede de medicina diagnóstica da América Latina – acaba de fechar com a GE Healthcare a compra de 16 novas ressonâncias magnéticas equipadas com inteligência artificial, movimentação que deve aumentar em 25% a capacidade de atendimento já nos próximos dois anos.
- Em resumo: renovação de 10% do parque de ressonância em contrato que supera “dezenas de milhões” de reais e encurta o tempo de exame.
IA reduz tempo de exame e corta custo operacional
Segundo a companhia, a troca dos equipamentos, algo que costumava levar meses, agora será concluída em até três semanas por unidade. De quebra, cada máquina economizará cerca de R$ 500 mil por ano em hélio, gás indispensável para o funcionamento do aparelho, segundo estimativas divulgadas pela empresa e alinhadas às boas práticas indicadas pela Anvisa para tecnologias médicas.
“Essa atualização não ocorria havia mais de uma década. A nova frota eleva nossa oferta de exames em 25% e traz câmaras mais largas, o que melhora o conforto do paciente”, destacou Alexandre Valim, diretor de Operações Médicas da Dasa.
Impacto direto no bolso e no plano de saúde
A modernização chega em momento de escalada dos custos hospitalares, que avançaram 8,8% em 2023, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com laudos saindo mais cedo e menor necessidade de repetição de exames, operadoras podem reduzir sinistralidade e, a longo prazo, segurar reajustes de planos de saúde – alívio que chega à fatura do usuário final.
Os dois aparelhos mais avançados, de 3.0 Tesla, serão instalados em São Paulo e no Rio de Janeiro, mirando casos complexos de oncologia e neurologia. Já os demais, de 1.5 Tesla, espalham-se pelo país, reforçando a descentralização do diagnóstico de alta precisão.
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Crédito da imagem: Divulgação / Dasa