Nova regra do IRRF pega empresas de surpresa e amplia a malha fina
eSocial — A plataforma de escrituração em tempo real, que substituiu de vez a Dirf, colocou milhares de contribuintes na berlinda logo no início de 2026. A falha de parametrização por parte das empresas elevou em 2% o volume de declarações retidas, o que representa centenas de milhares de brasileiros com restituição travada.
- Em resumo: códigos errados enviados pelas empresas via eSocial e EFD-Reinf são hoje o principal gatilho da malha fina.
Como o fim da Dirf virou armadilha para o trabalhador
Durante décadas, o informe anual único protegia o funcionário. Agora, qualquer erro de centavos é captado mês a mês. Segundo levantamento da G1 Economia, 44 milhões de declarações devem ser entregues até 29 de maio, mas a Receita já cruza dados em tempo real.
Apenas um salário pago em 05/01/2026, mas lançado como dezembro de 2025, basta para o sistema acusar omissão de renda — e segurar a restituição.
Impacto no bolso e como resolver antes que a restituição atrase
Para o contribuinte, cada dia preso na malha fina significa atraso no depósito da restituição, dinheiro que costuma aliviar contas de início de ano e reajustes de mensalidades escolares. Veja o que fazer:
1. Conferir no e-CAC: entre com a conta Gov.br e verifique o status da declaração. 2. Cobrar o RH: se o informe de rendimentos estiver correto, o empregador deve retificar o eSocial; o ajuste libera seu CPF sem nova declaração. 3. Retificadora só em último caso: se o informe entregue foi substituído, envie declaração retificadora imediatamente para sair da fila.
Empresas que mantêm dados inconsistentes também arcam com multa de até 3% sobre cada informação inexata, reforçando a urgência de processos contábeis mais rigorosos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Receita Federal