Interior paulista vira potência e pressiona preço da fruta
Jaboticabal – A cidade do interior de São Paulo se consolida como a “capital da goiaba” ao responder sozinha por 75 mil toneladas destinadas à indústria em 2025, reforçando a oferta de polpas, sucos e doces que chegam às prateleiras e, por tabela, influenciam o valor final pago pelo consumidor.
- Em resumo: produção local é 15 vezes maior que a da segunda colocada, Araraquara.
Números que explicam a disparada
Levantamento do Instituto de Economia Agrícola aponta 953.494 pés de goiaba industrial em plena produção e outros 215.223 em formação, sinalizando colheita de 83 mil t no estado. Já a fruta de mesa soma 579.539 pés produtivos, com previsão de 45,5 mil t. Os dados reforçam a liderança regional e se alinham às estatísticas do IBGE sobre expansão frutícola.
“Jaboticabal une solo fértil, clima estável e parque industrial moderno, garantindo qualidade do pomar ao processamento”, destaca Francisco Maruca, técnico da CATI.
Como a oferta mexe na sua feira e no seu suco
Com mais matéria-prima à disposição, fábricas de néctares, geleias e barras energéticas tendem a equilibrar custos, o que pode segurar reajustes em supermercados e lanchonetes. Do lado nutricional, a goiaba continua campeã em vitamina C e fibras, atraindo consumidores que buscam reforço imunológico sem pesar no orçamento.
Além disso, especialistas em varejo lembram que picos de safra costumam gerar promoções relâmpago na seção de frutas in natura. Fique atento aos encartes semanais: a abundância paulista costuma irradiar para outros estados, criando janelas de compra vantajosas.
O que você acha? Maior produção deve baixar o preço da goiaba no seu mercado ou virar lucro para a indústria? Para mais análises sobre consumo e agronegócio, visite nossa editoria de Supermercado e Consumo.
Crédito da imagem: Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN