Até 20 mil tripulantes aguardam socorro enquanto suprimentos somem
Estreito de Ormuz — Preso há mais de dois meses em meio a mísseis iranianos e navios de guerra dos EUA, um comboio de 800 cargueiros vive contagem regressiva de comida e água. O impasse já ameaça encarecer combustíveis, fretes e produtos que chegam à sua casa.
- Em resumo: navios carregados de petróleo, fertilizantes e grãos estão parados, elevando o custo do barril e dos seguros marítimos.
Cadeia global de combustíveis sob risco imediato
Os prêmios de seguro para cruzar a zona saltaram 32 vezes, chegando a US$ 8 milhões por petroleiro, segundo agentes marítimos citados pelo G1 Economia. Esse extra entra direto na conta do barril de petróleo e pode refletir no preço da gasolina no Brasil nas próximas semanas.
“Dia após dia, nosso estoque de comida e água está acabando”, lamenta o oficial Shameem Sabbir, há 65 dias sem atracar para reabastecer.
Por que o caos no Golfo pesa no seu bolso e na prateleira do mercado
Cada dia parado significa menos oferta de petróleo e de insumos agrícolas. Especialistas lembram que 20% do comércio marítimo mundial passa por Ormuz: se o bloqueio continuar, aumentam o preço do diesel que move caminhões e do gás de cozinha usado nas residências. Em 2023, o transporte respondeu por 7,5% do índice de inflação medido pelo IBGE; qualquer alta no combustível pode reacender essa pressão.
O que você acha? Acha que o governo deveria criar estoques reguladores de combustível para amenizar choques externos? Para acompanhar desdobramentos que afetam o seu bolso, acesse nossa editoria de Supermercado e Consumo.
Crédito da imagem: Divulgação / Kaveh Kazemi /Getty Images