Bastidores corporativos se acirram a quatro dias de votação crucial
Oncoclínicas – A renúncia de Marcel Cecchi Vieira, sócio da Latache, aos cargos de vice-presidente executivo, CFO e diretor de RI, expõe ainda mais a fragilidade financeira da rede oncológica e coloca no centro do tabuleiro os investidores que têm dinheiro no papel da companhia.
- Em resumo: saída de Cecchi abre espaço para Marcos Grodetzky, apoiado pela Mak Capital, assumir o comando do conselho antes da assembleia de 30/4.
Por que a troca pressiona o bolso dos acionistas
Com prejuízo de R$ 3,6 bilhões em 2025 e dívida que pode superar R$ 4 bilhões, a Oncoclínicas já admitiu “incerteza relevante” sobre sua continuidade operacional. O novo presidente do conselho, Grodetzky, votou contra a venda parcial à Porto Seguro e ao Fleury e agora encabeça a agenda de reestruturação exigida pela Mak, segundo dados compilados pelo G1 Economia.
A Mak Capital, dona de 6,3 % da empresa, condicionou um aporte de até R$ 500 milhões à destituição do conselho atual — exigência que será decidida na próxima quinta-feira.
O que muda no dia a dia da empresa e do investidor
A dança das cadeiras afeta diretamente a negociação das debêntures: cinco emissões aguardam waiver para evitar vencimento antecipado superior a R$ 4 bilhões. Caso a nova gestão consiga alongar prazos, o fluxo de caixa tende a ganhar fôlego, reduzindo o risco de diluição de acionistas. Já para pacientes e convênios, especialistas lembram que a solvência da rede é decisiva para manter exames e terapias sem interrupções.
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Crédito da imagem: Divulgação / Oncoclínicas