Entenda por que o câmbio virou o jogo para produtores e tradings
Soja brasileira — Com o dólar girando a R$ 4,997 no fim de abril, o mercado nacional da oleaginosa encerrou o mês em compasso de espera: preços quase estáveis e poucos negócios fechados, cenário que pressiona margens de produtores e exportadores.
- Em resumo: dólar fraco reduziu competitividade externa e só pequenas altas de R$ 1 a R$ 2 por saca foram registradas no interior.
Preços firmes, porém sem folga: veja as cotações
A saca de 60 kg foi negociada a R$ 125,00 em Passo Fundo (RS), R$ 121,00 em Cascavel (PR), R$ 110,00 em Rondonópolis (MT) e R$ 131,00 no Porto de Paranaguá (PR). Já os contratos futuros de julho, em Chicago, subiram 0,75 %, ficando em US$ 11,95 por bushel — sustentados pela alta do petróleo e por sinais de retomada da demanda norte-americana, de acordo com dados compilados pelo G1 Economia.
Vendas internas continuam “no pinga-pinga”, relatam corretores; produtores priorizam armazenagem à espera de câmbio mais favorável.
Câmbio forte e safra recorde criam dupla pressão
Além do real valorizado, a oferta global é ampla: o Brasil colheu volume histórico acima de 150 milhões de toneladas, a Argentina se recuperou da seca e os Estados Unidos projetam bom plantio. Esse excedente, somado ao IPCA de 3,9 % em 12 meses (IBGE), deixa a soja menos atrativa frente a outras culturas e limita repasses ao consumidor, especialmente na cadeia de óleo e farelo usados na alimentação de aves e suínos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Pixabay