Estratégias simples podem garantir até 13% de ganho antes do embarque
Euro – A moeda comum da União Europeia toca o patamar de R$ 5,89, o menor em dois anos e meio, abrindo espaço para o brasileiro que planeja férias no Velho Continente reforçar o caixa de viagem gastando menos.
- Em resumo: desvalorização de 9% no ano soma-se a juros domésticos de dois dígitos, formando combinação que já rendeu quase 13% a quem investiu para comprar a divisa.
Por que a moeda europeia está em queda?
Analistas apontam maior entrada de capital estrangeiro no país após emissão de € 5 bi pelo Tesouro Nacional e expectativa de novas captações corporativas. O fluxo pressiona o câmbio e sustenta a baixa, segundo dados do G1 Economia.
No fechamento de 15/05, a moeda foi negociada a R$ 5,89; é a melhor cotação desde junho de 2021 e sinaliza janela rara para quem precisa de euros nos próximos 12 meses.
Como transformar a cotação favorável em mais dinheiro na viagem
Especialistas sugerem dividir as compras de moeda – o chamado “câmbio médio” – e, paralelamente, aplicar o valor das férias em produtos de liquidez diária atrelados à Selic ou CDI. Fundos DI, Tesouro Selic e CDBs que pagam 100% do CDI chegam a 12,5% ao ano projetados até 2026.
Quem prefere já aportar em euros pode usar contas globais de plataformas como Avenue, Wise, Nomad ou bancos digitais que remuneram a divisa em até 2% ao ano via fundos “money market”. A Wise, por exemplo, oferece a “Rende+” com liquidez diária e aplicação mínima de 1 €. Assim, o turista aproveita a queda do câmbio sem abrir mão de rendimento.
Vale lembrar que o cenário pode se inverter se tensões geopolíticas ou a aproximação das eleições brasileiras elevarem a aversão a risco. Por isso, diluir compras ao longo dos meses continua sendo a forma mais segura de blindar o orçamento.
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