Empresas brasileiras e chinesas brigam por fatia estratégica no mercado de cimento
CSN – A companhia inicia, já na próxima semana, a segunda etapa da venda do controle da CSN Cimentos, movimento capaz de injetar mais de R$ 10 bilhões no caixa e reduzir a dívida do grupo.
- Em resumo: Propostas de Votorantim, Polimix e três cimenteiras chinesas estão na mesa para a fase decisiva.
Por que a disputa bilionária interessa ao seu bolso
O cimento pesa no custo final de obras residenciais e reformas. Se um player dominante assume o segundo maior fabricante do país, o efeito nos preços do setor da construção civil pode chegar até o consumidor, seja na prestação do financiamento imobiliário ou na conta da reforma do banheiro.
“Vamos resolver de uma vez por todas a alavancagem da CSN”, disse Benjamin Steinbruch, CEO da CSN, ao anunciar o plano de desinvestimentos que pode somar R$ 18 bilhões até 2026.
Plano de vendas e blindagem contra o Cade
A preferência do mercado recai sobre a Votorantim Cimentos, que estuda entrar em consórcio para escapar de barreiras antitruste. A estratégia evita concentração excessiva e atende ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), fundamentais para que a operação avance sem travas.
Para a CSN, transformar ativos não essenciais em caixa alivia a relação dívida líquida/Ebitda para o patamar de 1x em até oito anos. Especialistas lembram que companhias menos alavancadas costumam financiar projetos com juros menores – fator que também tende a refletir na oferta de concreto e, em cascata, no preço final de obras civis.
Se confirmada a cifra superior a R$ 10 bilhões, esta será uma das maiores transações industriais recentes no Brasil, superando inclusive vendas de ativos no setor de energia. O banco Morgan Stanley coordena as negociações, cuja conclusão é esperada até o segundo semestre.
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Crédito da imagem: Divulgação / CSN