Cotações firmes cedem em meio à pressão de frigoríficos e exportadores
Mercado físico do boi gordo — Após bater recordes na primeira quinzena de abril, o preço da arroba perdeu força com frigoríficos alongando as escalas de abate e rumores de que a cota de exportação para a China estaria perto do limite. O recuo pode aliviar o caixa do produtor, mas o consumidor ainda sente a alta no açougue.
- Em resumo: arroba estabilizou em R$ 360,00 em São Paulo, enquanto o quarto dianteiro disparou 7,8% no atacado.
Frigoríficos alongam escalas e seguram novos aumentos
Ao conquistar gado suficiente para abate até meados de maio, as indústrias ganharam fôlego para conter novas altas. Em 29 de abril, a arroba ficou estável em R$ 360,00 no estado paulista, mas variou em outras praças: R$ 345,00 em Goiânia, R$ 350,00 em Dourados e R$ 330,00 em Vilhena. Esse movimento ocorre num momento em que a inflação de alimentos desacelera, segundo dados recentes do IBGE, mas revela como o boi gordo ainda pressiona a cadeia da carne.
Quarto dianteiro alcançou R$ 23,50/kg, maior valor do mês, enquanto cortes do traseiro subiram para R$ 28,50/kg.
Impacto para o consumidor e para o churrasco do fim de semana
Mesmo com a matéria-prima estabilizada nas fazendas, o varejo demora a repassar quedas — quando elas acontecem. Especialistas lembram que a chegada de animais confinados no terceiro trimestre tende a aumentar a oferta, cenário que normalmente puxa preços para baixo. Para quem planeja o churrasco, a dica é monitorar promoções de dianteiro, que ganhou competitividade frente a aves e suínos, e comparar valores em apps de mercado antes de fechar a compra.
O que você acha? O recuo da arroba deve chegar rapidamente ao balcão ou o preço do bife vai continuar subindo? Para acompanhar outras análises sobre consumo e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo