Consumidor ganha novo leque de produtos europeus já neste semestre
Acordo Mercosul-União Europeia — Promulgado pelo governo brasileiro na última terça-feira (28), o tratado de livre comércio entra em vigor em 1º de maio e promete impacto direto no preço de alimentos, bebidas e itens industrializados que chegam às prateleiras nacionais.
- Em resumo: 91% das mercadorias europeias terão tarifa zerada gradualmente em até 15 anos.
Por que isso mexe no seu bolso agora?
Com a redução escalonada de impostos de importação, vinhos, queijos e azeites fabricados na Europa tendem a ficar mais competitivos frente aos similares argentinos ou chilenos que dominam o mercado hoje. Segundo estimativa da G1 Economia, a eliminação de barreiras pode derrubar em até 20% o custo final desses produtos nos próximos cinco anos.
A ApexBrasil calcula um ganho adicional de US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras, puxado por carnes, açúcar e etanol.
O contrapeso: oportunidades e desafios para a indústria local
Enquanto o agronegócio se prepara para acessar 448 milhões de consumidores europeus, fábricas de automóveis e eletrônicos no Brasil já discutem formas de aumentar produtividade e não perder espaço para concorrentes do Velho Continente. Especialistas recordam que acordos anteriores, como o do Chile com a UE, resultaram em maior variedade e queda de preço para o consumidor, mas também exigiram modernização acelerada da indústria doméstica.
Para o dia a dia, a tendência é de prateleiras mais diversificadas e, a médio prazo, promoções agressivas de marcas tradicionais europeias que antes eram consideradas “de luxo”. Planejar compras e comparar rótulos pode render economia extra, sobretudo em datas sazonais como Natal e Páscoa, quando a procura por itens importados dispara.
O que você acha? A chegada de mais produtos europeus vai mudar seu hábito de compra ou o foco continua nos nacionais? Para mais análises sobre consumo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / IA