Dupla decisão de bancos centrais mexe com crédito, dólar e compras do dia a dia
Copom e o Federal Reserve movimentam o mercado financeiro nesta “superquarta”, mas o efeito chega rapidamente ao limite do cheque especial, às parcelas do cartão e ao preço dos produtos importados nas prateleiras.
- Em resumo: Fed deve segurar juros entre 3,50%-3,75%, enquanto 86,3% do mercado aposta em Selic a 14,50% ao ano.
Fed joga parado; Brasil tenta acelerar corte
Nos Estados Unidos, a ferramenta CME FedWatch aponta 100% de probabilidade de manutenção da taxa; trata-se da última reunião presidida por Jerome Powell, que deixa o cargo em 15 de maio. Sem alívio por lá, o custo do dólar segue pressionado, refletindo na sua próxima compra de eletrônicos ou pacote de viagem. Já por aqui, o painel de opções do Copom indica que a maioria dos investidores espera corte de 0,25 ponto percentual, cenário que pode aliviar gradualmente financiamentos e empréstimos pessoais. Para entender a tendência, acompanhe a série histórica do IBGE.
Gasolina nos EUA já subiu 38% desde fevereiro, e o diesel, 45%, reforçando a visão de juros altos por mais tempo no exterior.
O que isso muda no seu carrinho de compras
Com a Selic ainda em dois dígitos, o crédito continua caro, mas qualquer recuo ajuda a conter repasses de custo ao consumidor. Por outro lado, o Fed parado mantém o diferencial de juros em 10,75 pontos percentuais, sustentando a entrada de dólares via carry trade. Resultado: câmbio menos volátil no curto prazo, o que segura parte dos preços de insumos importados, como fertilizantes que já acumulam 31% de alta e urea a 60% desde o início do conflito no Oriente Médio.
O que você acha? A queda lenta da Selic vai fazer diferença nas suas contas ou a manutenção dos juros americanos pesa mais no seu orçamento? Para mais análises sobre consumo e mercado, visite nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / InvestNews