Fenômeno previsto ameaça culturas sensíveis e pode pressionar reservatórios
El Niño — O Pacífico Equatorial já dá sinais de aquecimento, e especialistas alertam que o fenômeno deve ganhar força a partir de maio, elevando temperaturas, alterando chuvas e mexendo diretamente no bolso do consumidor brasileiro.
- Em resumo: NOAA calcula 61% de probabilidade de o El Niño se instalar entre maio e julho, com risco de evoluir para “super” intensidade até o fim do ano.
Calor extremo e chuva fora de hora: o que vem pela frente
Modelos climáticos projetam chuvas acima da média no Sul e tempo mais seco no Matopiba, enquanto ondas de calor devem castigar Sudeste e Centro-Oeste. De acordo com o último boletim da agência norte-americana NOAA, o evento tende a persistir até o verão 2026/27, interferindo na safra de inverno e no planejamento agrícola.
“Entre o fim de maio e junho já poderemos sentir efeitos claros do El Niño na América do Sul”, alertou o meteorologista Arthur Müller ao Canal Rural.
Clima pesa na conta de energia e no carrinho do supermercado
Com mais calor, cresce o uso de ar-condicionado nas capitais e aumenta a evaporação nos reservatórios, cenário que eleva o risco de bandeiras tarifárias mais altas, segundo projeções do Operador Nacional do Sistema. No campo, excesso de chuva pode atrasar colheitas no Sul, enquanto a estiagem no Norte e Nordeste ameaça grãos e frutas, pressionando cotações de café e citros.
Para o consumidor, os efeitos podem ser sentidos no encarecimento de itens in natura e na conta de luz. No último super El Niño, em 2015/16, a inflação dos alimentos acelerou 3 p.p. acima do IPCA médio, conforme série histórica do IBGE.
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Crédito da imagem: Divulgação / Canal Rural