Entenda por que o novo projeto pode mexer no preço das corridas
Projeto de Lei 152/2025 — Motoristas que atuam em plataformas de transporte e delivery realizaram, na última terça-feira (14), uma grande carreata em São Paulo para tentar frear a proposta que redefine regras trabalhistas e percentuais repassados por aplicativos. O ato, exibido pela transmissão da Band, bloqueou trechos da Avenida Luís Carlos Berrini, Avenida dos Bandeirantes e terminou na Praça Charles Miller, no Pacaembu.
- Em resumo: profissionais temem queda na renda líquida se o texto for aprovado sem ajustes.
Do que motoristas reclamam e o que pode mudar nas tarifas
Entre buzinaços e faixas, os manifestantes criticaram exigências de contribuição previdenciária e um possível piso para corridas curtas, pontos que, segundo eles, já provocam discussões entre governo e empresas. Pelos cálculos dos condutores, a nova alíquota reduziria imediatamente o valor recebido por viagem, enquanto parte das plataformas repassaria o custo extra ao passageiro.
“Se o repasse cair alguns centavos em cada viagem, perco até R$ 300 por mês”, estimou um dos organizadores durante o ato transmitido ao vivo.
Impacto direto no bolso e na mobilidade urbana
Para o consumidor, qualquer reajuste nas tarifas pode pesar num momento em que o IPCA acumulado dos serviços de transporte subiu 6,2 % em 12 meses, segundo o IBGE. Já para os motoristas, o risco é duplo: receita menor e custos fixos — como combustível e manutenção — em alta. Especialistas em economia do compartilhamento lembram que, em 2023, apps absorveram parte dos aumentos no diesel para não perder usuários, estratégia que pode não se repetir se o PL avançar.
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