Simplicidade, bem-estar e autenticidade viram nova medida de status
São Paulo Innovation Week — Durante o painel “O Manual Que Ninguém Te Conta Sobre o Mundo que Vem”, especialistas em mercado premium revelaram que o luxo contemporâneo já não se resume a brilho ou etiquetas caras: o verdadeiro diferencial, agora, é facilitar a vida e cuidar da saúde do consumidor.
- Em resumo: o alto padrão migra da ostentação para experiências minimalistas, inclusivas e sustentáveis.
Por que a ostentação perdeu valor tão rápido?
A jornalista Deny Peres apontou que, pela primeira vez, a crise que redefine o consumo é interna: “o cliente de alto padrão não quer mais repetir fórmulas”. O publicitário Edu Santos completou que a moda circular, o êxodo para o interior e artigos de bem-estar turbinam essa virada. Segundo relatório da Bain & Company citado pela Forbes, itens e serviços ligados a saúde e sustentabilidade já respondem por quase 60% do crescimento global do setor.
“Estamos vendo pessoas pagarem caro por um chapéu de cowboy porque ele representa qualidade de vida no campo, não status em si”, disse Edu Santos.
Impacto direto: da prateleira ao planejamento financeiro
A migração do luxo para o segmento “wellness” traz reflexos práticos. Hotéis boutique no interior, spas voltados a longevidade e até condomínios rurais premium entram no radar de investimento. Quem trabalha com alimentos artesanais ou moda de reuso encontra um público disposto a pagar até 20% a mais se o produto reduzir pegada de carbono, indicam dados da Euromonitor. Para o consumidor, a dica é avaliar certificações de origem e a real utilidade antes de aderir a qualquer tendência.
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Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney