Investimentos em letras financeiras não bastaram para fechar a conta
Banco Master – Um diagnóstico recente mostrou que cinco municípios permanecem com déficit atuarial em seus regimes próprios de previdência, embora tenham aplicado recursos em Letras Financeiras da instituição. O desequilíbrio ameaça o pagamento futuro de aposentadorias e pressiona orçamentos locais já comprometidos.
- Em resumo: A aplicação nas letras do banco não foi suficiente para estancar o rombo previdenciário de cinco prefeituras.
Por que o buraco continua crescendo?
Segundo levantamento citado pelo Ministério da Previdência Social, o rombo nesses regimes próprios decorre principalmente do envelhecimento da população ativa e da ausência de novos concursados para equilibrar o caixa. Assim, mesmo rendimentos acima do CDI obtidos com as letras financeiras não cobrem o passivo projetado.
Dados oficiais indicam que, em todo o país, o desequilíbrio atuarial dos regimes próprios já ultrapassa R$ 200 bilhões, pressionando contribuintes e servidores.
Impacto direto no bolso de servidores e contribuintes
Quando uma prefeitura precisa cobrir déficit previdenciário, sobra menos verba para saúde, educação e manutenção urbana. A saída costuma ser elevar a alíquota de contribuição dos servidores ou recorrer a novos tributos, medidas que pesam no contracheque e na economia local.
Especialistas lembram que boas práticas incluem auditorias atuariais anuais, diversificação de carteiras e limite de concentração em um único emissor, pontos previstos na Portaria 9.907/2020 da Previdência. Para o cidadão, acompanhar relatórios do conselho municipal de previdência e participar de audiências públicas são caminhos para fiscalizar o destino das contribuições.
O que você acha? Você acompanha a saúde financeira do regime próprio da sua cidade? Para mais conteúdos que impactam o seu bolso, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Master