Menos matéria-prima pode mexer no preço que chega à bomba
União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) — A entidade confirmou que a moagem de cana no Centro-Sul fechou em 611,15 mi t, retração de 1,7% na safra 2025/26, sinalizando possível efeito dominó sobre o custo do etanol no varejo.
- Em resumo: volume menor de cana significou 1,2 bi L a menos de etanol na região.
Etanol recua enquanto açúcar se mantém firme
Mesmo com a redução geral, a produção de açúcar ficou estável em 40,43 mi t, mantendo o Brasil na liderança global do adoçante. Já o etanol totalizou 33,72 bi L, queda de 3,56%. Segundo especialistas ouvidos pelo G1 Economia, a menor oferta pode refletir nas bombas nas próximas semanas, especialmente no Centro-Sul, onde o biocombustível concorre direto com a gasolina.
“A despeito da perda de produtividade, esta ainda é a quarta maior moagem da história e sustenta o segundo maior volume de etanol já registrado”, destacou Luciano Rodrigues, diretor da Unica.
Produtividade em baixa acende alerta ao consumidor
Dados do Centro de Tecnologia Canavieira mostram que a produtividade agrícola caiu para 74,4 t/ha (-4,1%), enquanto a qualidade da cana medida pelo ATR encolheu 2,34%. Na prática, cada tonelada processada agora rende menos açúcar e etanol, abrindo margem para repasses de custo às distribuidoras e, por consequência, ao motorista que abastece com hidratado.
Para o orçamento doméstico, é bom ficar de olho: historicamente, uma retração de 1% na oferta de etanol pode elevar em até 0,3 ponto percentual o preço médio nas bombas, segundo simulações do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Comparar o valor do litro com a gasolina e antecipar abastecimentos promocionais podem ser saídas rápidas para evitar sustos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Canal Rural