Reviravolta publicitária promete sacudir a disputa política
Eduardo Fischer – nome lendário das grandes campanhas de cerveja e telefonia – retorna ao front para comandar a comunicação do senador Flavio Bolsonaro (PL) em meio à turbulência criada por áudios vazados envolvendo o Banco Master.
- Em resumo: Fischer entra no lugar de Marcello Lopes para conter danos e reposicionar a imagem do pré-candidato.
Crise dos áudios acelera mudança na equipe de marketing
A substituição ocorre poucos dias após a divulgação dos áudios enviados por Flavio ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio minou a estratégia digital conduzida por Lopes e seus consultores – entre eles Walter Longo, ex-Record e rosto conhecido de “O Aprendiz”, programa de TRANSMISSÃO: Record. Segundo levantamento da Forbes, crises digitais podem elevar em até 30 % o custo de reconquista de reputação.
“Eu tinha uma Disney World, mas quando voltei o que havia era um Playcenter alagado”, admitiu Fischer em entrevista de 2016, ao lembrar do afastamento que quase afundou sua agência.
O que a volta de Fischer sinaliza para agências e anunciantes
Especialistas avaliam que a contratação resgata a lógica de big ideas: campanhas multicanal, jingles que grudam e storytelling capaz de virar cultura pop – como o gesto “Número 1” que tomou conta da Copa de 1994. Com a inflação de serviços de mídia avançando 6,9 % nos últimos 12 meses, segundo o IBGE, a aposta em um criativo veterano promete racionalizar verbas e ampliar earned media para o político.
Nos bastidores, espera-se que Fischer recorra a táticas de branding já testadas em cerveja: unificar cores, slogans e experiências presenciais – movimento que pode pressionar agências concorrentes a reforçar seus núcleos de política e gestão de crise.
E você? Acha que campanhas políticas ganham mais com criatividade clássica ou com métricas digitais? Para acompanhar outras análises de mercado e consumo, visite nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Eduardo Lopes