Gigante da publicidade aposta em integração para virar o jogo
WPP — A holding britânica de comunicação encerrou o primeiro trimestre de 2026 com retração de 6,7% na receita líquida de custos repassados, totalizando £ 2,26 bilhões. O resultado pressiona marcas que dependem de mídia para vender e levanta a pergunta: vale segurar ou acelerar investimentos em marketing no meio da turbulência?
- Em resumo: queda expressiva nas Américas, corte de verba de grandes anunciantes e manutenção das metas para 2026.
Onde a receita escorreu e por que isso importa para seu orçamento
América do Norte (-7,8%), Reino Unido (-6,6%) e China (-12,2%) puxaram a perda, reflexo de revisões de contratos fechados em 2025 e de um cenário econômico ainda pressionado pela inflação global. Segundo levantamento da Exame, as empresas de consumo que enfrentam juros altos tendem a cortar primeiro a verba de branding.
“Embora leve tempo para superar perdas históricas, nossos resultados estão em linha com o previsto e acima do quarto trimestre de 2025”, afirmou Cindy Rose, CEO da WPP.
Da crise à oportunidade: integração, IA e novos contratos
Para contornar a maré baixa, a WPP acelera o programa Elevate28 e reforça o ecossistema WPP Open, que integra dados, mídia e criação num mesmo ambiente. A companhia fechou novos contratos com Estée Lauder, Wendy’s, SC Johnson, Norwegian Cruise Lines e Jaguar Land Rover, além de ampliar a aliança com a Adobe e incluir o Google Earth AI na plataforma.
Especialistas apontam que ciclos de baixa costumam premiar quem mantém presença de marca. Com CPM mais barato em vários canais digitais, empresas que continuarem anunciando podem ganhar share pagando menos — um alívio bem-vindo para o fluxo de caixa em tempos de crédito caro.
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Crédito da imagem: Divulgação / WPP