Latte roxo promete encantar olhos e paladar — e aumentar o ticket médio
Ube — o tubérculo roxo típico das Filipinas — vem conquistando espaço nas bebidas quentes e frias de cafeterias brasileiras recentemente, surgindo como alternativa ao matchá e elevando o apelo visual dos cardápios sem alterar a rotina dos baristas.
- Em resumo: cor vibrante, sabor levemente adocicado e versatilidade fazem do ube o novo queridinho das xícaras.
Por que a cor roxa virou argumento de venda
Consumidores cada vez mais buscam experiências “instagramáveis”. O pigmento natural do ube entrega exatamente isso: um tom violeta que sobressai em copos transparentes e cria contraste com a espuma do leite. De acordo com um mapeamento de tendências publicado pela Forbes sobre alimentos naturalmente coloridos, itens com cores ousadas geram até duas vezes mais engajamento nas redes sociais, fator que motiva cafeterias a testarem novas receitas.
“A estética deixou de ser detalhe e passou a funcionar como gatilho de compra no balcão”, resume a consultora de food service Mariana Garcia, especializada em comportamento do consumidor.
Impacto na rotina e no bolso de quem frequenta cafeterias
A boa notícia é que o ube pode substituir xaropes artificiais ou corantes, mantendo o preço final semelhante a outros lattes especiais. Como o tubérculo tem sabor suave, aceita infusões com café espresso, leites vegetais e até especiarias como cardamomo, oferecendo mais opções para quem busca reduzir o consumo de açúcar refinado.
Para uso doméstico, bastam 200 g de purê de ube cozido e resfriado para preparar até oito xícaras — rendimento que se equipara ao do matchá em pó vendido em sachês. Armazenado em pote hermético, o purê dura cinco dias na geladeira, o que evita desperdício.
O que você acha? Dá para o ube disputar espaço com o tradicional cappuccino na sua próxima visita à cafeteria? Para descobrir outras novidades que estão mexendo com o universo das bebidas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Food Innovation