Pecuária sente pressão das pastagens secas e escalas cheias nos frigoríficos
arroba do boi gordo — Consultores da Safras & Mercado avisam que, com a degradação acelerada das pastagens no segundo trimestre, o criador perde força de barganha e o preço pode furar a barreira psicológica de R$ 350 já nos primeiros leilões de maio, atingindo o caixa de pecuaristas e abrindo espaço para variação no valor da carne ao consumidor.
- Em resumo: Frigoríficos tentam comprar abaixo de R$ 350 em São Paulo e ditam o ritmo em todo o país.
Escala de abate mais folgada derruba cotações
Sob escalas confortáveis, os grandes abatedouros testam preços menores enquanto a oferta de gado confinado cresce. A estratégia coincide com o avanço da cota de 1,1 milhão t que a China impõe ao Brasil; seu esgotamento, esperado entre junho e julho, deve intensificar a concorrência interna, segundo a Safras. Dados do IBGE mostram que a carne bovina pesou menos na inflação recente, mas novas quedas na arroba podem demorar a chegar ao balcão.
“Com pasto fraco e necessidade de giro, a indústria baixa a régua. O criador que segurar boi agora corre risco de receber ainda menos”, alerta Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado.
Do pasto ao prato: como o recuo pode aparecer no açougue
Historicamente, parte da redução na arroba é absorvida pela cadeia — frete, logística e margens de frigorífico e varejo. No entanto, quando a pressão de oferta coincide com queda no consumo interno, cortes de segunda costumam baratear primeiro. Para o consumidor que faz churrasco, vale monitorar semana a semana os encartes dos supermercados e aproveitar promoções relâmpago, comuns quando escalas estouram.
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Crédito da imagem: Divulgação / Lorran Lima (Idaf)