Homologação de 13 usinas indica custo extra para garantir energia
Aneel — Na última quinta-feira (21), a agência carimbou o resultado do leilão de reserva de capacidade e confirmou 13 térmicas que começam a entregar potência em 2026, passo que acende o sinal de alerta sobre possíveis repasses na fatura de eletricidade das famílias.
- Em resumo: aprovação avança contratos de geração térmica que podem elevar encargos do setor elétrico.
Por que a decisão pode pesar no bolso?
Ao contratar usinas a óleo e gás para garantir abastecimento, o sistema adiciona custos de disponibilidade que depois são rateados entre todos os consumidores. Segundo especialistas ouvidos pelo G1 Economia, esses encargos costumam aparecer na parcela “encargos setoriais” da conta de luz.
“Permanece a presunção de legitimidade dos atos administrativos”, destacou o procurador da Aneel, Eduardo Ramalho, ao defender a homologação mesmo após questionamentos judiciais.
Contexto: o que é o leilão de reserva de capacidade?
Criado após a crise hídrica de 2021, o mecanismo assegura potência extra para horários de pico, mas a aposta em térmicas implica emissões mais altas de CO₂ e custo operacional maior. Para efeito de comparação, dados do IBGE mostram que a eletricidade já acumula alta de 5,1% no IPCA de 12 meses, enquanto o grupo energia responde por cerca de 3% do orçamento médio das famílias brasileiras.
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Crédito da imagem: Divulgação / Canal Rural