Compra de ações encerra sociedade com holding e aciona plano de expansão internacional
JNTO – A recompra das participações que estavam desde 2021 com a holding W7M Investment devolveu a Cainã Meneses 100% do capital da produtora. A manobra, concluída recentemente, abre caminho para um salto internacional que inclui bases em São Paulo, Dubai e Estados Unidos, aquecendo a disputa por talentos e projetos no mercado audiovisual.
- Em resumo: Meneses assume controle integral e coloca a JNTO em rota de expansão fora do País.
Por que a recompra de ações importa para o mercado audiovisual
A independência societária dá à JNTO liberdade para negociar diretamente com plataformas de streaming e anunciantes, segmento que deve movimentar R$ 17,3 bilhões em 2024, segundo estimativas divulgadas pela Forbes. Sem os trâmites de uma holding, decisões sobre portfólio, contratação de equipes e captação de recursos tendem a ganhar velocidade.
“A produtora volta a operar de forma totalmente independente, com equipes em São Paulo, Dubai e nos Estados Unidos.”
Impacto na geração de empregos e oportunidades de negócios
Com presença simultânea em três polos criativos, a JNTO deve ampliar a demanda por roteiristas, diretores de fotografia e especialistas em pós-produção, perfis hoje escassos no Brasil. Para profissionais autônomos, acordos internacionais costumam significar cachês em dólar ou dirham, moeda usada em Dubai, o que ajuda a contra-atacar a pressão cambial sobre a renda criativa.
Para as marcas, a estrutura multinacional facilita a produção de campanhas globais com ajustes locais, reduzindo custos logísticos e de adaptação cultural. Meneses, que começou como redator e passou por agências como Lew’Lara\TBWA e Isobar, leva ao novo ciclo a experiência de quem já atuou no front da publicidade tradicional e digital.
O que você acha? A expansão internacional de uma produtora brasileira pode impulsionar a oferta de conteúdo local nas grandes plataformas? Para mais análises sobre negócios do consumo e tendências de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / JNTO