Personagem criada em 2019 assume protagonismo e puxa fila de autoras negras
Milena — a garota cheia de atitude da Turma da Mônica — acaba de ganhar um gibi só seu, algo que a Mauricio de Sousa Produções (MSP) não fazia havia 37 anos. A revista, distribuída pela Editora Panini, passa a circular quinzenalmente e promete balançar a rotina de pais que buscam publicações mais diversas para a estante das crianças.
- Em resumo: o título marca o retorno dos gibis solo inéditos da MSP e eleva a representatividade negra nos quadrinhos nacionais.
Por que o intervalo de 37 anos pesa no bolso e na cultura pop
Gibis solo inéditos da MSP não chegavam às bancas desde a estreia de Tina, em 1989. Essa lacuna torna o lançamento de Milena uma peça cobiçada por colecionadores e um possível item de valorização, tendência que já movimenta leilões online. Segundo dados do G1 Economia, o mercado editorial infantil cresceu mesmo sob a pressão inflacionária, com famílias priorizando produtos que entregam conteúdo e identificação.
“Depois de 37 anos, voltamos a apostar em um novo protagonista para reforçar a diversidade e dialogar com a realidade brasileira”, declarou a MSP no anúncio oficial.
Impacto direto: mais representatividade e conteúdo feito por mulheres negras
Além de colocar Milena no centro da narrativa, a revista abre espaço para roteiristas e ilustradoras negras assinarem histórias e colunas. O reforço chega em boa hora: o IBGE aponta que 56% da população brasileira se declara preta ou parda, mas ainda encontra pouca representatividade em produtos culturais voltados à infância. Para as famílias, a novidade significa diálogos mais próximos da realidade cotidiana, incentivo à leitura e até inspiração de carreira para meninas que se veem na protagonista.
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Crédito da imagem: Divulgação / MSP