Nova regra pode liberar compras parceladas a 60 milhões sem cartão
Banco Central – O regulador financeiro confirmou que publicará, até o fim de setembro, a norma que oficializa o Pix Parcelado, permitindo dividir o pagamento mesmo para quem não possui cartão de crédito, enquanto o comerciante embolsa o total na hora.
- Em resumo: consumidor parcela, lojista recebe à vista; juros variam por banco.
Como a divisão do pagamento vai funcionar na prática
Na operação, o banco assume o risco e adianta o valor ao vendedor; depois, cobra as parcelas do cliente com juros próprios. A lógica repete o cartão, mas roda dentro do Pix, já utilizado por 76,4 % da população, segundo dados compilados pelo G1 Economia.
Especialistas alertam: “Sem comparar tarifas, o Pix parcelado pode sair mais caro que o cartão ou o crédito pessoal”, ressalta o Idec.
Riscos de juros altos e impacto na vida financeira
A novidade deve ampliar o acesso ao consumo para os cerca de 60 milhões de brasileiros sem cartão, incluindo trabalhadores informais e quem tem baixo score. Porém, o endividamento já atinge mais de 78 % das famílias, segundo a CNC; adicionar outra linha de crédito exige disciplina.
Para fugir de dores de cabeça, anote três passos: 1) simule o CET em mais de uma instituição; 2) limite o parcelamento a compras planejadas; 3) reserve parte da renda para imprevistos – a Selic em dois dígitos ainda pressiona qualquer financiamento.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central