Alimentação lidera ranking de custos e expõe bolso mais apertado
FGV/Ibre – A mais recente sondagem do instituto revela que, mesmo com emprego formal em alta, menos brasileiros conseguem fechar as contas essenciais nos últimos três meses.
- Em resumo: apenas 70,8% afirmam pagar despesas básicas, contra 72,4% em janeiro.
Queda em março interrompe tendência de melhora
Os dados reforçam a cautela já sinalizada por relatórios do IBGE sobre o mercado de trabalho: o avanço na renda perdeu fôlego, e o conforto para custear alimentação, moradia, educação e saúde diminuiu.
“A expectativa de um mercado de trabalho mais lento em 2026 e a pressão do petróleo sobre a inflação podem frear a evolução dos salários”, alerta Rodolpho Tobler, economista da FGV/Ibre.
Impacto direto no dia a dia das famílias
No orçamento familiar, a pesquisa mostrou que alimentação foi citada por 72,2% dos entrevistados como a maior despesa, seguida de aluguel ou financiamento (46,5%) e contas de água, luz e similares (44,9%). Essa configuração espelha um quadro em que o preço dos alimentos avança acima do índice geral de preços, segundo o IPCA, e amplia a necessidade de planejamento financeiro doméstico.
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Crédito da imagem: Divulgação / Pixabay