Alta nas compras de Páscoa e renda extra explicam o fôlego do varejo alimentar
Associação Brasileira de Supermercados (Abras) — Em pleno fim de trimestre, o volume de produtos levados para casa cresceu 3,2% frente a março de 2023, enquanto a cesta de 35 itens de largo consumo ficou 2,20% mais cara, alcançando R$ 820,54. A combinação de renda extra — Bolsa Família, restituições do IR e benefícios do INSS — com a corrida às gôndolas antes da Páscoa ajudou a inflar o carrinho.
- Em resumo: Mais compras (+3,2%) e cesta média R$ 17,66 mais cara no mês.
Compras adiantadas turbinam o resultado trimestral
A queda no número de dias úteis em fevereiro e a concentração de ofertas voltadas à Páscoa transferiram parte relevante do consumo para a última semana de março. Segundo a Abras, o avanço mensal chegou a 6,21% sobre fevereiro, fechando o primeiro trimestre com 1,92% de crescimento. Dados complementares do G1 Economia mostram que, no mesmo período, a inflação oficial dos alimentos seguiu pressionada pelo custo do transporte.
“O setor mantém foco em competitividade e eficiência diante de eventuais pressões logísticas e de custos no ambiente internacional”, afirmou Márcio Milan, vice-presidente da Abras.
Por que a conta do mercado pode subir ainda mais
Com o petróleo em alta e o frete mais caro, itens sensíveis a logística — como óleo de soja, farinha e enlatados — têm maior risco de reajuste nas próximas semanas. Na cesta de 12 produtos básicos monitorada pela associação, o preço médio já avançou 2,26%, para R$ 344,40. Especialistas lembram que o pagamento antecipado do 13º de aposentados deve manter a procura aquecida, o que limita a folga de preços mesmo que a safra seja boa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Abras