Transferências instantâneas viram regra e mexem nos custos de quem paga e de quem recebe
Pix – O sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central em 2020 já responde por 54,7% de todas as transações financeiras registradas recentemente, alterando a dinâmica de tarifas bancárias e a rotina de compras do brasileiro.
- Em resumo: Mais da metade dos pagamentos no país agora ocorre em segundos, 24 h por dia e de graça para pessoas físicas.
Como o avanço do Pix reduziu tarifas bancárias
Segundo dados consolidados pelo Banco Central, o volume de TEDs e DOCs despencou desde a estreia do serviço. Nos seis primeiros meses de 2024, essas modalidades tradicionais recuaram quase 40%, aliviando em média R$ 20 por mês em tarifas para quem pagava por transferência interbancária.
O Pix representou 54,7% das operações financeiras no último consolidado do BC, enquanto cartões de débito ficaram com 18% e crédito com 16,5%.
O que muda para o consumidor e para o comércio
Para o consumidor, a principal diferença está no bolso: sem limite de horário ou custo, o Pix virou a opção padrão até na feira, reduzindo a necessidade de sacar dinheiro e diminuindo o uso do limite do cartão. Para o lojista, a liquidação imediata melhora o fluxo de caixa e diminui a dependência de antecipação de recebíveis, prática que costuma consumir de 2% a 5% da venda.
Especialistas em varejo lembram que a popularização do QR Code próprio reduziu filas em caixas e permitiu renegociar taxas com operadoras de maquininhas. Já no cenário macro, analistas projetam que a digitalização deve comprimir em até 3 p.p. o custo médio de meios de pagamento até 2026, gerando economia bilionária no sistema, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central