Venda enxuga custos da Americanas e acirra a disputa pelo hortifruti premium paulista
Americanas – Em recuperação judicial desde janeiro de 2023, a varejista anunciou recentemente a transferência gradual de dez lojas deficitárias da rede Hortifruti Natural da Terra para o Oba Hortifruti, todas em São Paulo, por R$ 69,3 milhões.
- Em resumo: Oba paga R$ 10,4 mi à vista e o saldo em 24 parcelas corrigidas pelo CDI.
Pagamento parcelado alivia fluxo de caixa da varejista
Pelo contrato, apenas 15% do valor entra no caixa da companhia na data de fechamento; o restante será quitado em dois anos, o que concede fôlego financeiro enquanto o grupo renegocia dívidas bilionárias. Segundo dados do G1 Economia, o varejo alimentar tem recorrido a desinvestimentos para manter operações essenciais durante períodos de reestruturação.
As 24 parcelas mensais começam a vencer até 30 dias após a aprovação do Cade, garantindo correção pelo CDI e previsibilidade de recebimento para a Americanas.
O que muda para o consumidor paulista?
Para o Oba Hortifruti, as novas unidades reforçam a presença em bairros de renda mais alta na capital e no interior, segmento onde o tíquete médio supera a média nacional em até 40%, de acordo com levantamentos do IBGE sobre consumo alimentar fora da cesta básica. A expectativa é de incremento na oferta de frutas, legumes e verduras frescas, além de produtos prontos de alto valor agregado.
Já o cliente da Natural da Terra deve perceber, ao longo da transição, a adoção do padrão de layout e políticas de preços do Oba, que costuma trabalhar com programas de fidelidade semanais e forte atuação em delivery – canais cujo volume já cresceu 18% neste ano, mesmo com a inflação de alimentos em torno de 3,4% no acumulado de 12 meses.
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Crédito da imagem: Divulgação / Americanas