Por que a vitória da Corona redefine o calendário de experiências de marca
Corona ganhou o troféu máximo do Campaign Experience Awards 2026 ao transformar seu centenário em um espetáculo que levou Lady Gaga a Copacabana e atraiu mais de 2 milhões de pessoas, sinalizando um novo padrão de investimento cultural que deve mexer no bolso de quem produz – e consome – grandes eventos no Brasil.
- Em resumo: a marca mostrou que música ao vivo e narrativa local valem mais que efeitos digitais caros.
Música e duração estendida são as novas moedas do live marketing
Em vez de apostar apenas em tecnologias imersivas, as vencedoras deste ano focaram em formatos que o público paga – ou lota a praia – para vivenciar. Seat levou um musical profissional às principais cidades da Espanha, Canva transformou conferência em parque temático e Desperados espalhou festas latinas por 30 mercados. De acordo com dados da Exame, cada ponto percentual de crescimento no setor de entretenimento pode girar até R$ 1,5 bilhão na economia brasileira.
O show de Lady Gaga em 2025 entrou para o TOP 5 de apresentações mais assistidas da história, segundo a AB InBev, e custou menos que uma campanha global de mídia de três semanas.
O que essa tendência significa para marcas brasileiras em 2026
Com Copacabana alçada a “palco-mãe” do case mais premiado do ano, agências locais podem cobrar mais por projetos que exportem cultura nacional. Além disso, parcerias de longo prazo com artistas – e não apenas naming rights – tendem a garantir receita recorrente em merchandising, streaming e turismo. Para quem vende produtos ou serviços no varejo, a ligação direta com experiências culturais amplia o valor percebido e reduz a dependência de descontos pontuais.
O que você acha? Marcas nacionais devem investir em turnês culturais ou continuar nos eventos de curto prazo? Para mais análises sobre tendências e lançamentos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Corona