Entenda por que a livre concorrência do audiovisual está na mira
Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro) enviou recentemente uma carta aberta a grandes anunciantes, apontando que a expansão das produtoras in-house das agências pode encarecer campanhas e comprometer a reputação das marcas no médio prazo.
- Em resumo: entidade diz que a produção interna distorce preços e limita acesso aos melhores diretores, editores e artistas digitais.
O que está em jogo para quem compra mídia e conteúdo
Segundo a Apro, quando a agência também produz, a licitação deixa de ser totalmente competitiva, o que mina o “melhor serviço pelo menor custo”. A preocupação ocorre num momento em que, de acordo com levantamento citado pela Exame, as verbas de marketing migram rapidamente para formatos mais ágeis e digitais, pressionando prazos e orçamentos.
“Produtores independentes lutam por cada projeto com base em criatividade, expertise e preço”, destaca a carta, reforçando que o modelo só funciona com concorrência aberta e transparente.
Como essa mudança afeta preço, prazo e imagem da sua marca
Na prática, menos concorrentes disputando um filme publicitário significa menor leque de estilos visuais e menos margem para negociação. Além disso, consultorias de mercado indicam que custos ocultos — como horas extras e retrabalho — tendem a aumentar quando não há vários fornecedores na disputa.
Especialistas também recordam que talentos premiados — muitos deles formados em produtoras independentes — podem ficar de fora dos editais internos. Para marcas que disputam atenção em redes sociais saturadas, essa perda de originalidade é um risco direto ao reconhecimento de campanha.
O que você acha? A produção interna oferece segurança ou limita suas possibilidades criativas? Para mais análises do mercado de consumo e serviços, visite nossa editoria.
Crédito da imagem: Shulers Shutterstock