Fila recorde pressiona mães e exige atenção redobrada aos documentos
INSS – A autarquia iniciou, na primeira quinzena de maio, a operação MAES para destravar 61 mil solicitações de salário-maternidade que permanecem fora do prazo legal de 45 dias, deixando famílias sem a renda prevista logo após o nascimento ou adoção.
- Em resumo: força-tarefa vai até 22 de maio e mira 32% do estoque represado.
Por que a fila explodiu de 48 mil para 94 mil concessões em 12 meses?
A demanda disparou depois que o STF permitiu o pedido com apenas uma contribuição para autônomas, ampliando instantaneamente o público elegível. Somado ao crescimento de até 161 mil requerimentos mensais, o volume superou a capacidade de análise do instituto.
Especialistas lembram: “sem o benefício, cada dia pesa no bolso – só em fraldas, o gasto médio passa de R$ 250 por mês em 2026”.
Como a força-tarefa funciona e o que o segurado deve fazer agora
Mais de 2 mil servidores foram realocados para processar exclusivamente esses pedidos até 22 de maio. O INSS promete priorizar dossiês completos; qualquer divergência pode empurrar o processo para o fim da fila.
Para evitar novo atraso, revise antes de enviar: CPF regular, certidão de nascimento nítida, dados bancários corretos e, no caso de autônomas, o comprovante da contribuição única. O aplicativo Meu INSS continua sendo o caminho mais rápido para anexar exigências adicionais e acompanhar o status.
Impacto direto no orçamento familiar em plena alta de preços
Com a inflação oficial de alimentos acumulando 4,4% até abril, segundo o IBGE, cada semana sem o salário-maternidade encarece a rotina. Além de fraldas, mães relatam aumento no custo de fórmulas infantis e transporte para consultas pediátricas, despesas que geralmente eram cobertas pelo benefício.
O que você acha? A operação MAES vai conseguir zerar a fila ou o problema vai voltar? Para mais dicas sobre direitos do consumidor e orçamento doméstico, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / INSS