Renegociação alivia o CPF, mas parcelas altas esgotam o orçamento
Desenrola 2.0 – Lançado pelo Governo Federal para limpar o nome de milhões de negativados, o programa vem abrindo espaço para novas dívidas consignadas que, segundo especialistas, podem comprometer até 40% do benefício de aposentados e pensionistas.
- Em resumo: dívidas antigas saem do cadastro negativo, mas o desconto automático em folha segue drenando a renda de quem vive de salário fixo.
Juros do consignado continuam acima do ideal
Mesmo após o teto revisto pelo Conselho Nacional de Previdência Social, entidades como o Idec alertam que a taxa do crédito consignado permanece descolada da realidade de quem recebe um salário mínimo.
Aposentados podem ter quase metade do pagamento retido antes mesmo de chegar à conta, situação que mina a capacidade de comprar alimentos, remédios e pagar contas básicas.
Assédio comercial e dados vazados agravam o problema
Telefonemas insistentes, propostas via WhatsApp e correspondentes bancários batendo à porta expõem um público já vulnerável. Com acesso a informações de margem consignável e idade, agentes financeiros segmentam ofertas que parecem vantajosas, mas prolongam contratos e elevam o custo total.
De acordo com o IBGE, a inflação ainda pressiona o orçamento das famílias, o que torna cada parcela descontada do benefício ainda mais pesada no fim do mês. Especialistas defendem campanhas permanentes de educação financeira e limites mais rígidos para evitar refinanciamentos sucessivos.
O que você acha? O consignado deveria ter regras ainda mais duras para proteger quem já renegociou pelo Desenrola? Para mais conteúdos sobre consumo consciente, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Governo Federal