Por que a conta do carrinho não vai aliviar tão cedo
IPCA – o termômetro oficial da inflação – saltou de 4,1% para 4,71% em poucas semanas, sinalizando que a alta de preços chegou para ficar e já influencia contratos, aluguéis e o seu ticket no supermercado.
- Em resumo: mesmo com o petróleo recuando, os reajustes de frete, alimentos e passagens aéreas seguem contratados para 2026 e já contaminam 2027.
Do barril ao bolso: o efeito cascata do diesel e do querosene
O conflito no Oriente Médio desarrumou o mercado de petróleo, puxou o custo do frete e do combustível e espalhou aumentos por toda a cadeia. O diesel registrou alta de dois dígitos no IPCA de março; já o querosene, com avanço de 55%, promete impactar as passagens a partir de junho.
“Preço no Brasil sobe de elevador e desce de escada”, resume Fábio Romão, da Logos Economia, que projeta inflação de 5,4% em Transportes para 2026.
Supermercado: fertilizante caro hoje, tomate salgado amanhã
Alimentação no domicílio acelerou de 0,26% para 1,94% entre fevereiro e março. Além do frete, o encarecimento dos fertilizantes – ligado ao petróleo – deve aparecer na lavoura nos próximos meses, empurrando a projeção de alta para 5,4% em 2026. Isso ocorre num cenário em que 80,4% das famílias já estão endividadas, segundo a CNC, e comprometem quase metade da renda com dívidas.
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Crédito da imagem: Divulgação / InvestNews